• Photo: Maksym Kudymets
    Perante vocês – um projeto fotográfico, que conta a história recente da Ucrânia. A história que nós estamos a mostrar abrange o período desde Novembro de 2013, o início da Revolução da Dignidade, até hoje.
  • O Estado ucraniano tem mais de mil anos – os ucranianos fazem contas desde o medieval Kyivska Rus (Kievan Rus’). Durante séculos o povo ucraniano procurava organizar o seu estado próprio levantando rebeliões e começando guerras quando os vizinhos mais fortes invadiam as suas terras.
  • Photo: H. Pshenychny Central State CinePhotoPhono Archive of Ukraine
    A partir dos meados do século XVII Moskóvia ficou com ideias maníacas de retirar os ucranianos do espaço europeu e juntá–los ao seu Império. Durante três séculos até à queda do último império moscovita – União Soviética – eles conseguiram.
  • Photo: Yurko Dyachyshyn
    Por isso, desde 1991, superando os problemas da economia pós–soviética e passividade dos funcionários pós–comunistas os ucranianos quiseram virar a Ucrânia para o mundo europeu.

Intro

  • Photo: AP
    Em 2011 o presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich anunciou apoiar a opção europeia do povo ucraniano e preparar o país para a integração nas estruturas europeias. Um passo importante para isto foi assinar um Acordo de Associação com a União Europeia, que já se ia preparando desde 2007. A integração com a UE foi o desejo da maior parte da população da Ucrânia. O único estado estrangeiro que expressava insatisfação sobre as preferências internacionais da Ucrânia foi a Federação Russa.
  • Photo: Sergei Karpukhin, REUTERS
    A Rússia começou a pressionar os governadores da Ucrânia para evitar a assinatura do Acordo. O presidente russo Vladimir Putin com chantagem e suborno tentou convencer Viktor Yanukovych a abandonar a ideia sobre o futuro europeu da Ucrânia. Desde o século XVII os russos acham que a Ucrânia é uma zona dos seus interesses geopolíticos, o chamado "mundo russo." Mesmo durante século XX, as autoridades russas mostraram muitas vezes ao Mundo as suas más intenções sobre a Ucrânia – a destruição de República Popular da Ucrânia em 1920, a fome artificial conhecido como "Holodomor" que matou 6 milhões os ucranianos em 1932–1933 anos, a "Renascença Executada" – destruição da inteligência ucraniana em 1936– 1938.
  • Photo: Sergei Grits, AP
    Em Novembro de 2013, poucos dias antes de assinar o Acordo, Yanukovych, devido à intervenção e pressão forte da Rússia, anuncia a cessação da assinatura do Acordo. Isto causou a indignação das pessoas – cidadãos da Ucrânia que interpretaram essa mudança como uma fraude. Da mesma forma a viragem da política ucraniana foi aceite pelos líderes europeus.
  • Photo: Ryan Anderson/Flickr/Creative Commons
    A 21 de Novembro de 2013 em Kiev e mais tarde noutras cidades da Ucrânia começaram as manifestações do povo ucraniano, que foram chamadas "Euromaidan". O nome é derivado da praça principal da capital da Ucrânia – Maidan da Independência, onde anteriormente tiveram lugares "A Revolução em Granito" em 1990, que deu origem à decisão sobre a independência da Ucrânia, e "A Revolução Laranja" em 2004, que não permitiu a Viktor Yanukovych falsificar os resultados das eleições presidenciais.
  • Photo: Oleksandr Piliugin
    Os cidadãos saíram para as ruas e praças a exigir a assinatura do Acordo de Associação preparado em 29 de Novembro na cimeira "Ucrânia – UE".
  • Photo: Konstantin Chernichkin
    A força principal das manifestações pacíficas foram os jovens ucranianos e as pessoas intelectuais – jornalistas, figuras culturais e públicas. No entanto, nas manifestações participaram todas as camadas da população – o movimento pela Ucrânia na UE tornou–se nacional.
  • Photo: Petro Zadorozhnyy
    No contexto das acções das autoridades – a corrupção, o "nepotismo" e o encobrimento dos bandidos – a assinatura da Associação foi considerada como uma oportunidade para a mudança. Exactamente porque a rejeição da integração europeia foi visto por muitos como a perda da última oportunidade de modernizar o país.
  • Photo: AFP/tsn.ua
    Na noite de 30 de Novembro as forças especiais da polícia dispersaram violentamente uma manifestação pacífica de estudantes em Maidan da Independência.
  • Photo: REUTERS
    Como resultado do uso ilegal da força injustificada dezenas das pessoas entraram nos hospitais. A polícia procurava a noite toda os manifestantes no centro da cidade e levava–os aos postos policiais.
  • Photo: Sergei Chuzavkov, AP
    Uma abordagem semelhante para dispersar acções civis tem–se praticado há muitos anos na Rússia. No entanto, este foi o primeiro caso na Ucrânia, por isso levou logo a radicalizar a sociedade.
  • Photo: Volodymyr Shuvayev, AFP
    Passado uns meses os ucranianos encontraram nas redes sociais russas fotografias de militares e polícias da Federação Russa vestidos com equipamento e farda da polícia ucraniana.
  • Photo: Maks Trebuhov
    Os feridos na Praça da Independência encontraram refúgio no Mosteiro Mykhailivskyi da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev. Os manifestantes tiveram possibilidade de esconder–se e receber primeiros socorros.
  • Photo: Mstyslav Chernov
    Na noite de 30 de Novembro na praça em frente do Mosteiro realizou–se uma manifestação espontânea com a participação de cerca de 25 mil pessoas indignadas com as acções do governo.
  • Photo: Lazlo Belichay, EPA
    No espaço da catedral foi criado um centro de manifestantes. Os habitantes da capital começam a trazer roupa quente, comida e dinheiro.

Novembro

  • Photo: Kostiantyn Chernichkin
    A 01 de Dezembro de 2014 mais de 1 milhão ucranianos saíram em Kiev em marcha de protesto exigindo punir os culpados da violência contra os estudantes e voltar ao caminho da integração com a Europa. Marchas e manifestações semelhantes foram realizadas em dezenas de outras cidades da Ucrânia.
  • Photo: Natalia Kravchuk
    Nas reuniões os cidadãos exigiam a demissão do Governo, a punição do ministro dos Assuntos Internos Vitaliy Zakharchenko e dos executantes directos da ordem criminosa. Estas manifestações e que se seguiram começaram a chamar à maneira velha ucraniana – "vitche".
  • Photo: Maksym Balandiukh
    O Mundo chamou à atenção para os protestos da Ucrânia, meios principais de comunicação descreveram e divulgaram os pormenores dos espancamentos e da Marcha de milhões. Ao mesmo tempo os canais de televisão russos cumprindo o que mais tarde será chamado de "Propaganda do Kremlin" – falaram sobre "uns pequenos grupos de manifestantes" e "fascistas" no centro de Kiev.
  • Photo: Sergei Chuzavkov, AP
    No entanto, Putin continua a "convencer" Yanukovych na correção das suas ações, oferecendo um crédito de US $ 3 bilhões e outras preferências económicas. A Rússia ainda não quer admitir que contra o seu aliado–boneco protesta cada vez mais cidadãos da Ucrânia.
  • Photo: GLEB GARANICH, REUTERS
    Na Praça da Independência em Kiev a 01 de Dezembro os manifestantes começaram a construção de um acampamento. Foi reclamado o início de um protesto pacífico por um período indeterminado até ao cumprimento completo das exigências do Euromaidan.
  • Photo: Sergey Supinsky, AFP
    Na Praça da Independência aparecem cozinhas, postos de informação, postos médicos, sanitários, segurança e até mesmo a universidade. Tudo isto aparece através da auto–organização dos cidadãos, de forma espontânea, sem que alguém mandasse instruções "superiores".
  • Photo: Markiyan Matsekh
    Protestos semelhantes começaram noutras regiões da Ucrânia. Em dezenas de cidades organizaram–se acampamentos, fizeram–se reuniões regulares e recolha de material e da comida para apoiar os manifestantes em Kiev. Ao apoiar o Euromaidan realizaram–se eventos culturais e marchas em muitos países.
  • Photo: Volodymyr Shuvayev, AFP
    O Presidente Viktor Yanukovych rejeita todas as reivindicações e recusa o diálogo com os manifestantes. Apesar do compromisso público de respeitar o direito ao protesto pacífico, na noite de 10 a 11 de Dezembro, as autoridades tentam destruir o acampamento no centro de Kiev.
  • Photo: Maksym Balandiukh
    No ataque contra os manifestantes foram envolvidas centenas de agentes policiais, incluindo os departamentos para fins especiais. No entanto, em defesa dos manifestantes da Praça saíram milhares de moradores de Kiev, que durante a noite com 10 graus negativos chegaram ao centro da cidade. Os cidadãos com os seus próprios corpos bloqueram o acesso à praça e não permitiram destruir o acampamento.
  • Photo: Mykhaylo Petiakh
    Durante a manhã, os manifestantes começaram a exigir a demissão do presidente Yanukovych.
  • Photo: Brendan Hoffman, Getty images
    Euromaidan sobreviveu e tornou–se um território de liberdade num país onde o presidente Yanukovych e a sua equipa definiram as suas "ordens". O centro de Kiev tornou–se numa espécie da Zaporiz’ka Sich (Zaporizhian Sich) dos cossacos – uma comunidade de pessoas livres e orgulhosas.
  • Photo: Petro Zadorozhnyy
    A atitude do Governo só aumentou o número de adeptos do Euromaidan. Dezenas de milhares de voluntários começam a apoiar o Maidan, fornecendo medicamentos, alimentos, dinheiro.
  • Photo: Vladyslav Musienko
    Para conter o protesto popular, o governo começou a organizar acções contra a Praça. Para o chamado Antymaydan reuniram pessoas por dinheiro ou à força, ameaçando despedi–las do trabalho, incluindo os funcionários públicos. Além de grupos desfavorecidos, para "Antymaydan" trouxeram também bandidos e desportistas – os chamados "tituchkas" – para provocar brigas.

Dezembro

  • Photo: YURI KOCHETKOV, EPA
    Depois de perder aliados na Europa e credibilidade entre os cidadãos, o presidente Yanukovych faz uma aproximação ativa com a Rússia. Na Ucrânia conforme modelo russo começam ataques às liberdades civis.
  • Photo: Maks LEVIN, LB
    A 16 Janeiro de 2014 chegou o ponto de viragem. O Parlamento ilegalmente adota leis que restringem significativamente a liberdade de expressão, de reunião, e funcionamento das organizações civis independentes. Os deputados na realidade puseram fora da lei qualquer tentativa de opinião e posição alternativa, introduziram censura na Internet, registo obrigatório de sites, obrigaram a venda de cartões SIM só com passaporte.
  • Photo: ZN.UA
    Essas "leis de ditadura" foram aceites através da maioria pró–presidencial do parlamento – do Partido das Regiões e do Partido Comunista. A maioria dos deputados nem chegou a ler as leis pelas quais votaram.
  • Photo: Kudymets Maksym
    Na Ucrânia começam sequestros e espancamentos dos activistas civis. Trazem gangsters de outras regiões para Kiev que lançam um verdadeiro terror nas ruas – queimam carros, batem nas pessoas para intimidar. Em oposição a isso os cidadãos organizam comunidades, por exemplo a comunidade "AutoMaidan" – para proteger a cidade dos criminosos pró–regime.
  • Photo: GURNIAK VIKTOR, LUFA
    Os cidadãos não concordam com perda das liberdades democráticas e revoltam–se contra a tirania. Na rua Hrushevskoho em Kiev, a caminho de Maidan para os edifícios do Conselho de Ministros e do Parlamento há confrontos de manifestantes com a polícia, que começa a usar armas de fogo, granadas de ruído–luz e veículos blindados.
  • Photo: Trebukhov Maksym
    Nas batalhas de rua do lado da polícia participam clandestinamente agentes da polícia especial da Rússia, violando a legislação da Ucrânia. A polícia espanca violentamente e humilha os manifestantes capturados – por exemplo despe completamente algumas pessoas ficando ao frio e fotografam–nas à força.
  • Photo: Ratushniak Oleksandr
    Como resultado das ações violentas e ilegais da polícia várias pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas. Ao mesmo tempo as autoridades organizam assassinatos e sequestros dos feridos nos hospitais.
  • Photo: Kudymets Maksym
    Depois de uns dias de confrontos o poder recua. O Euromaidan permanece até serem cumpridos os requisitos previamente proclamados.

Janeiro

  • Photo: Maks Levin
    A 18 de Fevereiro de 2014 os manifestantes organizaram uma marcha pacífica até ao edifício do Parlamento exigindo a abolição das "leis de ditadura"." No entanto, o governo mais uma vez recusa–se ouvir os cidadãos.
  • Photo: Vladyslav Musienko
    Apesar da promessa do governo de garantir a segurança, centenas de bandidos armados, juntamente com a polícia, atacam os manifestantes. Com isso iniciam–se os três dias mais sangrentos do Euromaidan.
  • Photo: REUTERS, Stringer
    O governo usa veículos blindados pesados, atiradores–snipers, bandidos armados e começam a invadir a Praça.
  • Photo: Alexander Sherbakov, AP
    Mais de uma centena de pessoas foram mortas e milhares ficaram feridos.
  • Photo: Yurko Dyachyshyn
    O ataque sangrento na Praça agitou todas as regiões da Ucrânia.
  • Photo: Yurko Dyachyshyn
    Uma vez que as autoridades ignoraram as exigências dos manifestantes, os cidadãos nas várias regiões invadem e controlam as instalações das autoridades regionais.
  • Photo: Palamarchuk Pavlo
    A polícia deixa os postos e retira–se. Para combater com gangues criminosos, foi criada a guarda civil, que começa a patrulhar cidades.
  • Photo: YouTube screenshots
    O Presidente Yanukovych perde completamente o controle da situação na capital e nas regiões do Oeste, do Centro e do Sul do país. Na noite de 21–22 de Fevereiro de 2014 Victor Yanukovych deixa Kyiv e vai para Kharkiv, onde com o apoio da Rússia tenta organizar um congresso para separar as regiões do Leste da Ucrânia. Mas esse plano falhou.
  • Photo: Konstantin Chernichkin, REUTERS
    Yanukovych e a maioria dos membros do seu governo, levando objectos roubados de valor elevado, fogem para a Rússia. De acordo com a Constituição da Ucrânia, o presidente fugitivo foi suspenso das funções devido a impossibilidade de ficar no cargo. Foi decidido que até à eleição do novo Chefe de Estado, as funções do presidente são exercidas pelo Chefe do Parlamento (da "Verkhovna Rada") Oleksandr Turchynov. Foi organizado um novo governo liderado por Arseniy Yatsenyuk.
  • Photo: Yurko Dyachyshyn
    Após a fuga dos ex–líderes do país, os ucranianos tiveram conhecimento sobre numerosos casos de enorme fraude e corrupção. O público teve a possibilidade de observar os apartamentos privados do Presidente, do Procurador–Geral e dos outros altos funcionários que, de acordo com os dados oficiais, não tinham nenhum negócio e nada podiam ganhar de outra forma.
  • Photo: Brendan Hoffman, Europress
    Em geral, de acordo com a nova Procuradoria Geral, Viktor Yanukovych roubou do orçamento do Estado mais de US $ 100 bilhões.
  • Photo: Lazlo Beliczay, EPA
    A Ucrânia pagou um preço alto pela libertação da ditadura e pela sua escolha civilizacional – fazer parte da Europa.
  • Photo: Baz Ratner, Reuters
    Durante os protestos de Novembro de 2013 a Fevereiro 2014, que foram chamados "Revolução da Dignidade", morreram mais de 100 pessoas. Além dos ucranianos nas batalhas contra regime de Yanukovych morreram também bielorrussos, armênios e georgianos.
  • Photo: Vladyslav Musienko
    Todos eles entraram no memorial dos mártires pela independência da Ucrânia – "A Centena do Céu".
  • Photo: Yurko Dyachyshyn
    Imediatamente após o derrube de Yanukovych começou a restauração da vida civil e foram iniciadas as medidas para estabilizar a economia do estado. O ponto principal da vida do país foi a organização das eleições presidenciais em 25 de Maio, para que o estado tenha um novo líder legítimo.
  • Photo: Vladyslav Musienko
    Enquanto na capital se fazia a recuperação do funcionamento da polícia, a sua função parcialmente era executada pela "Autodefesa do Maidan". Ela protegia os edifícios dos ministérios, do Parlamento e das embaixadas estrangeiras.
  • Photo: Volodymyr Hontar, UNIAN
    O novo governo restaura imediatamente a política activa no sentido da integração com a Europa.

Fevereiro

  • Photo: Ivan Sekretarev, AP
    Quando se torna claro que a tentativa de subornar o governo ucraniano foi um fracasso, e que o novo governo está virado para a Europa, os lideres da Rússia recorrem ao recurso bélico.
  • Photo: Sean Gallup, GETTY
    Aproveitando a presença das suas próprias forças armadas da Frota do Mar Negro na Crimeia, a Rússia apreende os estabelecimentos governamentais, as unidades militares e os objetos críticos da infraestrutura da Península. A Frota na Crimeia Russa foi herdada da União Soviética. A sua locação temporária no território da Ucrânia foi estabelecida por um período limitado segundo os acordos entre os dois países.
  • Photo: ANTON PEDKO, EPA
    Com a sua agressão a Rússia viola todos os acordos internacionais e intergovernamentais nos quais reconheceu as fronteiras existentes na Europa e garantiu a integridade territorial da Ucrânia. Por exemplo, "Memorando de Budapeste", assinado em 1994. No entanto, esse foi apenas o começo do "próprio jogo" do Presidente russo Putin.
  • Photo: VIKTOR DRACHEV, AFP
    A 16 de Março na República Autónoma da Crimeia, território integrante da Ucrânia, as tropas russas e as autoridades fantoches organizam o autoproclamado "referendo" sobre a adesão à Rússia. No dia seguinte a Rússia reconhece os resultados deste referendo falso e festeja no Kremlin a adoção de novas terras no estilo da União Soviética.
  • Photo: Ivan Sekretarev, AP
    Na peninsula da Crimeia as autoridades da ocupação lançam uma operação de opressão dos ucranianos e dos Kirimli (tártaros de Crimeia). Os cidadãos patrióticos da Ucrânia são intimidados, muitos foram sequestrados e depois disso alguns foram encontrados mortos.
  • Photo: Sergei Grits, AP
    A comunidade internacional condena as ações da Rússia e aplica sanções económicas. A Assambleia Geral da ONU com cem votos úteis a favor reconhece a Crimeia como parte da Ucrânia. "Contra" votaram só a Federação Russa e os seus "aliados espirituais" – Arménia, Bielorrússia, Bolívia, Cuba, Coreia do Norte, Nicarágua, Sudão, Síria, Zimbábue, Venezuela.
  • Photo: Artur Shvarts, EPA
    Após a anexação da Península lançou–se uma ofensiva sobre os direitos do povo tártaro da Crimeia, que não aceitaram a ocupação, porque, na verdade, já era segunda vez durante últimos cem anos. O ditador, que tirou a Crimeia aos tátaros e os deslocou para a Ásia Central, foi Joseph Stalin.
  • Photo: Alexander Polegenko, AP Photo
    Na Crimeia começam raptos e assassinatos por causa da nacionalidade ou opiniões opostas expressas publicamente. As práticas comuns foram buscas sem qualquer razão, incluindo às organizações religiosas muçulmanas e até a detenção de pessoas. Aos tártaros da Crimeia, primeiro proibiram homenagear o aniversário da deportação do seu povo, e quando, eventualmente, o permitiram, só sob a supervisão da polícia com veículos blindados.
  • Photo: Reuters, stringer
    Aos líderes dos tártaros da Crimeia – Mustafa Dzhemilev e Refat Chubarov – foi proibida a entrada para a Crimeia. Em Simferopol bloqueiam a actividade de Medzhlis (Assambleia) do povo tártaro da Crimeia.
  • Photo: Lyseyko Markiyan
    Como resultado da ocupação da Crimeia mudaram para a Ucrânia continental mais de 19 mil pessoas.

Março

  • Photo: REUTERS
    Depois da ocupação da Crimeia as autoridades russas fizeram a tentativa de destabilizar a situação na Ucrânia e separar do país 8 regiões – um terço do território total.
  • Photo: YANNIS BEHRAKIS, REUTERS
    Na primavera de 2014 os sabotadores russos começaram abertamente o seu "trabalho" no sul e leste da Ucrânia.
  • Photo: Roman PELIPEY, EPA
    Para implementar provocações envolvem as pessoas mais pobres e sem formação, que são mais fáceis de manipular.
  • Photo: VIKTOR DRACHEV, AFP
    Para as regiões Lugansk e Donetsk, repetindo o "cenário de Crimeia", entram forças especiais do exército russo.
  • Photo: MARKO DJURICA, Reuters
    Os russos assumem o controlo numa série de serviços administrativos e distribuem armas aos bandidos, que já tinham apoio financeiro da Rússia durante últimos anos.
  • Photo: Vk mikaronkainen
    Ao mesmo tempo em 6 regiões do sul e do leste da Ucrânia, para as quais juntamente com as de Donetsk e de Lugansk os russos inventaram um nome ofensivo "Nova Rússia" provocadores, importados em massa da Rússia, organizam distúrbios.
  • Photo: Sergei Poliakov, AP
    Em Odessa tal inquietação separatista termina em tragédia , na qual morrem mais de 40 separatistas e simpatizantes da Rússia.
  • Photo: Олександр Прилепа УНІАН
    No entanto, em Kharkiv, Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia, Kherson, Mykolaiv e Odessa não houve intervenção directa das forças russas, por isso os separatistas foram rapidamente neutralizados – muitas vezes mesmo pelas pessoas locais.
  • Photo: Reuters
    Nos territórios invadidos pelos separatistas nas regiões de Donetsk e de Lugansk, o governo ucraniano anuncia a Operação Antiterrorista (ATO).
  • Photo: Reuters
    ATO começa em condições muito difíceis, que foram o resultado dos estragos feitos ao exército pelo Viktor Yanukovych e pelas centenas de agentes de Moscovo em estruturas do poder ucraniano. As forças armadas ficaram pouco eficazes e nos serviços secretos dominava a sabotagem.
  • Photo: Maks LEVIN
    Algumas unidades patrióticas das forças de segurança conseguiram localizar a actividade dos separatistas. O Ministério da Defesa e o Ministério dos Assuntos Interinos começaram a criar batalhões de voluntários. Com esta ajuda foi possível levantar a moral do exército e deter a agressão dos terroristas.

Abril

  • Photo: Petro Zadorozhnyy
    Os cidadãos comuns começam em massa a apoiar o exército ucraniano. Eles auto–organizam–se e através das organizações de voluntários fornecem as necessidades aos militares: vestuário militar, alimentos, remédios e prestam ajuda na reparação das armas e outras técnicas.
  • Photo: Anastasia Sirotkina, Associated Press
    Apesar dos grandes esforços da Rússia o plano de dividir a Ucrânia falha. Em particular, os russos não conseguem fazer abortar as eleições do Presidente do País. Em todas as regiões a vitória confiante foi de Petro Poroshenko.
  • Photo: Facebook.com, petroporoshenko
    A votação mostrou que as pessoas – moradores das diferentes regiões estão unidas no seu desejo de preservar a integridade do Estado e construir o país conforme os valores europeus.

Maio

  • Photo: Reuters
    As tentativas russas para debilitar a Ucrânia através das unidades de sabotagem e mercenários não atingiram a meta, por isso a Rússia decide começar uma invasão de tropas regulares na Ucrânia Leste sem nenhuma declaração de guerra.
  • Photo: Reuters
    A invasão russa provoca ampliação das sanções contra Moscovo pelos países civilizados.
  • Photo: Serhiy Loiko/Facebook
    A Chefia do Kremlin através do total controle sobre s média russos tenta esconder do próprio povo o envolvimento na guerra. Entretanto, para a Rússia começam a voltar os corpos de centenas de soldados mortos.

Junho

  • Photo: Oleksandr Ratushniak
    A 17 de Julho de 2014 sobre território controlado pelos terroristas pró–russos foi abatido o avião de passageiros Boeing–777 que fazia voo MH–17 "Amsterdão – Kuala Lumpur". Morreram 298 pessoas.
  • Photo: Joshua Paul, AP
    O avião foi atingido com um sistema de mísseis anti–aviões "Buk–M", que foi trazido da Rússia. Imediatamente após a destruição da aeronave os terroristas assumiram a responsabilidade pensando que tinham abatido um avião militar ucraniano. Mas passado horas começaram a negar qualquer envolvimento. A Rússia também tinha negado ativamente qualquer envolvimento seu – incluindo a identidade "Buk–M" das Forças Armadas Russas.
  • Photo: DOMINIQUE FAGET, AFP
    Ao mesmo tempo os terroristas impediram a equipa de investigação internacional de conduzir uma investigação objectiva sobre as causas da tragédia, uma vez que uma grande área do acidente estava minada. Algumas partes da aeronave, a que tiveram acesso, foram transportadas para a Rússia, para entregar à sucata.

Julho

  • Photo: Hromadske.tv
    Em zonas de Donetsk e Lugansk que são controlados pelos terroristas, a situação está à beira de uma catástrofe humanitária.
  • Photo: Sergei Karpukhin, Reuters
    Os terroristas realizam ataques e lançam misseis, minas e projéteis de artilharia para áreas residenciais e objetos de infra–estrutura.
  • Photo: Mauricio Lima, NYT
    Ainda se fazem crimes em massa contra civis – opressões, espancamentos, assassinatos, sequestros e estupros.
  • Photo: EPA
    Nas cidades aparecem militares–muçulmanos da zona do Cáucaso, o que confirma a influência externa sobre o conflito na Ucrânia.
  • Photo: TASS
    Vários grupos de terroristas lutam também entre si pelo controle dos territórios. Durante estes confrontos armados usam armas pesadas, levando à morte de civis. Por causa dos combates das regiões de Donetsk e de Lugansk deslocaram–se para outras regiões da Ucrânia mais de 514 000 pessoas.
  • Photo: Darko Vojinovic, AP
    Com o apoio ativo da Rússia os militantes separatistas realizam a destruição sistemática da economia e de infra-estrutura da Donbass.
  • Photo: Maks LEVIN
    Foram destruídas mais de 960 km de estradas e rodovias e 30 pontes. Destruídas mais de 4500 prédios nas zonas de habitação.
  • Photo: Marko Djurica, Reuters
    Foram desmontados e exportados para a Rússia equipamentos de algumas empresas, precisamente aquelas que produziram armas. O carvão explorado nas minas das áreas ocupadas também está a ser exportado ilegalmente para a Rússia.

Agosto

  • Photo: Roman Pilipey, EPA
    O governo ucraniano faz muito para restaurar a normalidade nas áreas libertadas dos terroristas. Todas as operações para libertar as zonas habitadas, são realizadas com a máxima precisão.
  • Photo: Petro Zadorozhnyy
    Para os territórios libertados entram centenas de toneladas de assistência humanitária. Foi recuperado o funcionamento de quase todas as escolas e jardins–de–infância, foi feito o pagamento das pensões e dos salários.
  • Photo: Sergey Kozlov, EPA
    Para proteger as pessoas, o Serviços de Segurança fazem operações ativas anti sabotagem, as tropas constroem linhas de defesa com a ajuda dos voluntários locais.
  • Photo: Maks Levin
    Os cidadãos da Ucrânia apoiam o estado nesta luta em todo o país: a partir do Oeste para o Leste milhares de voluntários coletam milhões de Hryvnia's para ajudar o exército ucraniano.
  • Photo: Ukrainian Ministery of DefenSe
    A tremenda onda de patriotismo, união do país numa nação, criação de um novo exército, popular – é a resposta da sociedade ucraniana para a agressão russa.
  • Photo: Maks Levin
    Centenas de soldados ucranianos, que deram as suas vidas na guerra pela independência, e civis, que foram vítimas de agressão, entrarão como heróis na história moderna da Ucrânia. E os ucranianos sabem o preço da independência do país e vão mantê–lo.
  • Photo: ROMAN PILIPEY, EPA
    A atual nação europeia dos ucranianos não vai permitir, a ninguém, colocar sob dúvida a sua existência, a sua história, o seu próprio estado.
  • Photo: Petro Zadorozhnyy
    A Ucrânia recebe o novo exército, livre dos vestígios da época Soviética – um exército de patriotas, para os quais não tem importância o local de nascimento, língua ou religião de qualquer cidadão da Ucrânia.
  • Photo: Ministry of Defense of Ukraine
    É claro que o nosso exército ainda necessita uma reforma fundamental para as normas das forças militares ocidentais. É claro que por falta de experiência o comando nem sempre é perfeito, infelizmente. No entanto, o exército ucraniano implementará reformas técnicas e com esse indicador superará o exército russo.
  • Photo: GRABAR VITALIY, LUFA
    É importante, que o exército ucraniano já venceu o exército russo com o seu nível de moralidade – dezenas de nomes e histórias de novos heróis ucranianos ainda estão à espera do seu tempo para serem ouvidos. Infelizmente, milhares dos russos já não poderão voltar para casa e dizer a verdade sobre esta guerra sem sentido, iniciada pelo Kremlin – soldados anónimos partilham dezenas de valas comuns na Ucrânia.
  • Photo: Olivier Hoslet Pool, AFP
    No ano passado a Ucrânia elegeu os novos Presidente do país, Governo e Parlamento, que assumem as responsabilidades públicas de governar o país democraticamente e mantê–lo no caminho Europeu.
  • Photo: Valentyn Ogirenko, REUTERS
    A Lei Anticorrupção iniciou o processo de clarificação e limpeza do poder (tal chamada “lustração”). Todos os funcionários que tentam evitar a lustração ou continuam a cometer atos de corrupção, não conseguirão fugir da punição – os ucranianos deixarão de ter medo do poder.
  • Photo: Maks LEVIN
    A nova Cortina de Ferro que separará o mundo democrático do mundo totalitário em breve vai emerger na fronteira oriental da Ucrânia. E a assinatura do Acordo de Associação com a UE – é só o primeiro passo de um longo caminho.
  • Photo: SAUL LOEB, REUTERS
    Os Ucranianos modernos irão novamente, tal como nos últimos mil anos os seus antepassados – os Russychi da Kyivska Rus', que pararam nas planícies os mongóis, e os cossacos, que consteram a invasão dos Tátaros, estão prontos para salvar a civilização europeia da Orda do Leste.
  • Photo: Ratushniak Oleksandr
    E desta vez – é para sempre.

Outono